HC da Unicamp retoma radioterapia após conserto de aparelho
HC da Unicamp retoma radioterapia após conserto

O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) retomou, nesta segunda-feira (3), as sessões de radioterapia para pacientes com câncer. O serviço estava suspenso desde a primeira quinzena de julho devido à quebra de um dos aparelhos, o que gerou apreensão entre os pacientes que dependiam do equipamento.

Segundo a direção do hospital, a peça de reposição utilizada no conserto foi importada de Singapura. Durante o fim de semana, equipes técnicas da unidade e da fabricante realizaram testes no equipamento para garantir que o retorno das sessões ocorresse de forma segura.

Como os pacientes foram atendidos durante a pausa

O HC informou que, no período em que a máquina esteve inoperante, os pacientes continuaram recebendo acompanhamento médico. Os casos considerados viáveis foram transferidos para outro aparelho da unidade. Já aqueles que dependiam exclusivamente da tecnologia em manutenção tiveram o tratamento adaptado, com ajustes de doses para compensar a interrupção.

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A suspensão das sessões começou na primeira quinzena de julho. Na época, um paciente de mais de 70 anos, que luta contra um câncer na garganta e preferiu não ser identificado, relatou a angústia com a paralisação. Ele precisava realizar 33 sessões e já havia concluído 24. "Eu não sei o que eu vou fazer amanhã. Não sei o que eu vou fazer depois de amanhã. Eu só vejo os dias passando e a preocupação aumentando", lamentou.

Reclamações e orientação médica

A filha do idoso contou que acionou a ouvidoria do hospital, mas não obteve solução imediata. "A gente liga lá todo dia e nada, e sempre a mesma resposta, de que tem que aguardar uma peça chegar para depois o técnico ir lá colocar", disse.

Na época da denúncia, a médica oncologista Karina Ishikawa explicou que a radioterapia exige cinco sessões semanais contínuas. Segundo a especialista, interrupções prolongadas reduzem a eficácia do tratamento e podem comprometer as chances de cura.

Impacto da retomada

A volta do serviço representa um alívio para os pacientes que estavam aguardando a conclusão do tratamento. A direção do hospital não informou quantas sessões foram adiadas, mas garantiu que os casos estão sendo reavaliados e que os ajustes de dose foram feitos para minimizar os efeitos da pausa.

O HC da Unicamp é referência no tratamento oncológico na região de Campinas e atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A retomada das sessões ocorre após um período de testes que envolveu a fabricante do equipamento, assegurando que a máquina opera dentro dos padrões de segurança.

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