A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV contra a dengue, em conformidade com a decisão do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida é preventiva, enquanto são investigadas duas mortes suspeitas e 42 casos de reações adversas severas, com sintomas compatíveis com dengue grave. Nenhum desses casos ocorreu em Goiás.
Esclarecimentos da subsecretária
Em coletiva de imprensa na terça-feira (9), a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Fluvia Amorim, informou que a vacina começou a ser aplicada no Brasil em fevereiro, exclusivamente em profissionais de saúde da atenção primária. "Em apenas três municípios brasileiros, essa vacina foi liberada para uma população mais ampliada. Goiás não tem nenhum desses municípios incluídos nesse estudo", esclareceu.
Doses aplicadas e caso investigado
Em Goiás, 10.672 doses da vacina do Butantan foram administradas entre fevereiro e a última segunda-feira (8). Segundo Fluvia, há um caso em investigação pela SES de reação adversa ao imunizante. "Essa pessoa já recebeu alta, está em casa e bem, mas continuamos o processo de investigação", detalhou.
Orientação aos vacinados
A subsecretária orienta que todos os profissionais de saúde que receberam a vacina há menos de 21 dias procurem um serviço de saúde e informem a vacinação. "Porque vamos proceder com toda a investigação. É necessário investigar todos os casos de pessoas que tomaram a vacina do Butantan e apresentaram sintomas", explicou.
Vacina Qdenga segue normal
Fluvia destacou que a outra vacina contra a dengue autorizada pela Anvisa, a Qdenga, do laboratório japonês Takeda, não sofreu alterações. "É uma vacina recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Deve continuar a ser utilizada, pois não apresentou casos em investigação ou notificações que levassem à descontinuidade", afirmou.
Goiás registrou 122 mortes por dengue em 2025, reforçando a importância da imunização. "A Qdenga pode e deve continuar a ser usada. A doença nos preocupa, e a vacina protege", concluiu Fluvia.



