Filho corre 19 km para homenagear mãe que lutou 19 anos contra câncer
Filho corre 19 km em homenagem à mãe com câncer

O militar José Roberto de Melo Queiroz Filho, de 32 anos, transformou a dor da perda em uma homenagem emocionante. Poucos dias após a morte de sua mãe, Maria Edneuza Guazina, aos 62 anos, ele correu 19 quilômetros em Campo Grande, um quilômetro para cada ano em que ela enfrentou o câncer. Maria faleceu em 6 de junho, após uma semana internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Diagnóstico e metástase

A doença foi diagnosticada em 2007, quando Maria tinha 43 anos. Inicialmente, ela teve um câncer de mama. Em 2021, a doença apresentou metástase no mediastino e, nos últimos meses, espalhou-se para outros órgãos e ossos.

A ideia da homenagem

A ideia surgiu durante uma viagem de mais de 1.500 quilômetros entre Alegrete (RS), onde José Roberto mora, e Campo Grande. Ele seguia para reencontrar a mãe após receber a notícia de que ela estava internada em estado grave. No caminho, recebeu uma mensagem da irmã informando que Maria havia morrido. "Eu comecei a chorar, orar e escutar uma playlist de músicas de louvor. Vim refletindo e lembrando dela como se fosse um filme. Foi de repente, pensando no tempo que ela lutou contra o câncer, que surgiu a ideia. Ela enfrentou tudo o que passou durante 19 anos. Nada mais justo do que homenageá-la com uma corrida de 19 quilômetros, um quilômetro para cada ano de luta", contou.

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Desafio físico e superação

Apesar de já praticar corrida, José Roberto nunca havia percorrido essa distância. O maior percurso que havia completado foi de 12 quilômetros. Além disso, estava há quase três meses sem treinar devido a uma lesão. Mesmo assim, decidiu seguir com o desafio. Mais do que uma homenagem, a corrida tornou-se uma forma de agradecer pelo legado deixado pela mãe.

Legado de alegria e resiliência

José Roberto descreve Maria Edneuza como uma mulher alegre e resiliente, que enfrentou quase duas décadas de tratamento sem perder a fé. "Ela era uma mulher fantástica. Sempre sorridente e com uma energia que contagiava todos que estavam perto dela. Minha mãe sempre teve muita alegria de viver, estava sempre feliz, mesmo durante todos os anos de tratamento", afirmou.

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