A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) contabilizou, em 2025, 19 casos confirmados e 18 óbitos por febre maculosa, resultando em uma taxa de letalidade de 94,4%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) e acendem alerta para a gravidade da doença no estado.
Distribuição dos casos e locais prováveis de infecção
Entre os casos confirmados, os locais prováveis de infecção foram identificados nas regiões dos Grupos de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Piracicaba (três ocorrências), Campinas (cinco), Sorocaba (três), Santo André (um) e São José dos Campos (um). Para os demais casos, os locais prováveis de infecção ainda estão sob investigação.
Morte em São Bernardo do Campo reacende alerta
Nesta terça-feira (21), a prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, informou que uma mulher de 43 anos morreu em março em decorrência da doença. Ela deu entrada no hospital em estado grave e faleceu 24 horas depois. O caso reacendeu o alerta sobre a febre maculosa, transmitida por carrapatos.
Letalidade elevada e causas apontadas
Em todo o estado de São Paulo, em 2025, foram confirmados 61 casos e 44 mortes, o que equivale a uma letalidade de 72%. Segundo a SES-SP, a alta taxa de mortes se deve principalmente à demora dos pacientes em procurar ajuda nos hospitais e à confusão dos sintomas pelos médicos, que nem sempre sabem se o paciente esteve em áreas de mata.
Sintomas da febre maculosa
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça que a febre maculosa é uma doença infecciosa e febril aguda causada pela bactéria Rickettsia, transmitida por carrapatos como o "carrapato-estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro". Os principais sintomas incluem: febre de início súbito; dor de cabeça, no corpo e nas articulações; fraqueza extrema, cansaço ou falta de energia; e erupção cutânea que começa entre o 3º e 5º dia da doença, surgindo em punhos e tornozelos e se espalhando para todo o corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés.
Prevenção e tratamento
A prevenção é essencial e inclui evitar áreas infestadas por carrapatos, utilizar calças compridas e botas ao circular em regiões de risco e inspecionar a própria pele e a pele de animais de estimação regularmente para remover carrapatos imediatamente, sem esmagá-los com as unhas. Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar ao profissional de saúde sobre o contato ou permanência em áreas de risco. O início precoce do tratamento aumenta significativamente as chances de cura.
*Com supervisão de Alexandre Bazzan



