O que são os peptídeos?
Peptídeos são moléculas produzidas naturalmente pelo organismo, formadas por pequenas cadeias de aminoácidos. Diferem das proteínas pelo tamanho reduzido. Desempenham funções essenciais como hormônios, comunicação celular e regulação de processos biológicos. Segundo a cirurgiã plástica Elisa Minami, eles funcionam como mensageiros biológicos, enviando instruções às células.
Peptídeos sintéticos e regulamentação
Versões sintéticas são estudadas para reproduzir ou potencializar funções naturais. Exemplos aprovados incluem insulina e análogos do GLP-1 (semaglutida, tirzepatida), que passaram por testes rigorosos e são regulados pela Anvisa. No entanto, muitos peptídeos vendidos como suplementos ou injetáveis para estética não possuem aprovação. A Anvisa proíbe a comercialização de peptídeos injetáveis sem registro, como GHK-Cu, BPC-157 e TB-500. Esses produtos são ilegais e não têm garantia de segurança ou eficácia.
Riscos do uso indiscriminado
O uso de peptídeos não regulamentados pode causar efeitos colaterais como retenção de líquidos, alterações hormonais, dores articulares, aumento da pressão arterial e reações no local da aplicação. Produtos de origem duvidosa podem estar contaminados ou conter dosagens incorretas. Há também risco teórico de estimular tumores devido à ação sobre vias de crescimento. A falta de estudos em humanos impede o conhecimento de efeitos de longo prazo. A dermatologista Alessandra Romiti alerta para riscos de infecção e falsificação.
O que é permitido?
No Brasil, apenas peptídeos aprovados pela Anvisa, como insulina e medicamentos para obesidade, podem ser prescritos por médicos. Cremes e séruns com peptídeos para uso tópico são permitidos. Qualquer peptídeo injetável para fins estéticos é irregular e perigoso. A Anvisa reforça que não existem cosméticos injetáveis.



