Você tem se sentido mais cansado que o normal, com unhas quebradiças ou queda de cabelo? Esses podem ser sinais de que seu corpo está carente de vitaminas e minerais essenciais. A deficiência de micronutrientes é mais comum do que se imagina e pode afetar a saúde de diversas formas. Para ajudar a identificar esses sinais, consultamos a nutricionista clínica Mariana Silva, especialista em nutrição funcional.
Principais sinais de deficiência vitamínica
Segundo Mariana, os sintomas variam conforme o nutriente em falta. “Cansaço excessivo pode indicar deficiência de ferro ou vitaminas do complexo B. Já unhas fracas e queda de cabelo estão associadas à falta de biotina, zinco ou ferro”, explica. Outros sinais comuns incluem palidez, língua lisa e rachada, formigamento nas extremidades e dificuldade de concentração.
A profissional ressalta que a carência de vitamina D é uma das mais prevalentes no Brasil. “Cerca de 60% da população brasileira apresenta níveis insuficientes de vitamina D, segundo estudos recentes. Isso ocorre porque a principal fonte é a exposição solar, que muitas pessoas evitam ou têm acesso limitado”, detalha.
Como confirmar a suspeita?
O diagnóstico preciso é feito por meio de exames de sangue específicos. “Não adianta sair comprando suplementos por conta própria. O excesso de algumas vitaminas pode ser tóxico”, alerta Mariana. O ideal é buscar um médico ou nutricionista, que solicitará exames como hemograma completo, dosagem de ferritina, vitamina B12, vitamina D e perfil de minerais.
Mariana cita um caso recente: “Uma paciente de 34 anos reclamava de fadiga constante e falta de ar. Os exames mostraram anemia por deficiência de ferro. Após três meses de suplementação e ajustes na dieta, os sintomas desapareceram.”
Alimentação como base
Antes de recorrer a suplementos, a especialista recomenda priorizar uma alimentação equilibrada. “Fontes de ferro como feijão, carne vermelha e vegetais escuros; de vitamina C, que ajuda na absorção do ferro, como laranja e acerola; e de vitaminas do complexo B, presentes em cereais integrais e ovos.”
Para a vitamina D, além da exposição solar moderada (15 a 20 minutos por dia), incluir peixes gordurosos como salmão e sardinha, e cogumelos. Já o zinco é encontrado em ostras, carnes e sementes de abóbora.
Quando a suplementação é necessária?
Em casos de deficiência confirmada, a suplementação deve ser orientada por profissional. “A dose e o tipo de suplemento variam conforme a gravidade da carência e as condições de saúde do paciente”, afirma Mariana. Ela destaca que grupos de risco, como gestantes, idosos, vegetarianos e pessoas com doenças intestinais, merecem atenção redobrada.
A nutricionista conclui: “O importante é não ignorar os sinais do corpo. Uma deficiência não tratada pode evoluir para problemas mais sérios, como anemia profunda, neuropatias ou comprometimento imunológico.”



