PM é preso após agredir e ameaçar adolescente em Catalão, Goiás
PM preso após agredir adolescente em Catalão, Goiás

Um policial militar foi preso após agredir e ameaçar de morte um adolescente de 16 anos em Catalão, região sudeste de Goiás. O caso ocorreu na manhã de quinta-feira (16), por volta das 7h30, quando o jovem abria a loja de autopeças onde trabalhava como aprendiz. As agressões foram registradas por câmeras de segurança do estabelecimento.

Mãe da vítima se revolta com agressões

A mãe do adolescente, em entrevista à TV Anhanguera, afirmou que não conseguiu assistir à íntegra das imagens. “Não consegui nem ver todo o vídeo porque eu fico revoltada. Ele simplesmente chegou e bateu no meu filho por nada”, declarou. Ela informou que o filho trabalha desde os 11 anos.

O vídeo mostra o momento em que a viatura da PM chega à loja. O policial Ricardo Lima Nascimento entra, acessa o balcão de funcionários e empurra o adolescente contra a parede. Ele pergunta por que o jovem estava “encarando” a polícia. Em seguida, dá tapas no rosto do garoto, que responde: “Eu não te encarei, eu só vim trabalhar, senhor! O que é isso?”.

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Ameaças e uso de arma de fogo

O policial pressiona o jovem contra a parede e o derruba no chão, perguntando aos gritos se ele faz parte de uma facção criminosa. “Você tem que morrer! Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar. Você vai assinar sua sentença de morte”, disse. Ele ainda ordena que o adolescente saia da cidade: “Se eu te achar de novo, eu arrebento a sua cara”. Em alguns momentos, aponta a arma para o jovem, que permanece deitado no chão.

Prisão e fiança

Ricardo foi detido. Segundo o advogado de defesa Everson Rosa, a Justiça expediu o alvará de soltura na sexta-feira (17), após o pagamento de fiança de R$ 3 mil.

Nota da Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que tomou conhecimento do caso por meio de vídeos nas redes sociais e adotou todas as providências legais, administrativas e disciplinares para apuração dos fatos. A corporação ressaltou que “não coaduna com qualquer desvio de conduta praticado por seus integrantes” e que permanece à disposição da sociedade.

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