O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, intensificou as preparações para se proteger contra a Doença do Vírus Ebola (DVE), diante do surto na República Democrática do Congo (RDC). A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência global durante a 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada entre 18 e 23 de maio, no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça.
Medidas de controle desde junho
Com a declaração da OMS, a Autoridade Portuária de Santos (APS) reforçou as ações de controle das embarcações vindas do exterior desde junho, em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As iniciativas incluem treinamentos para os profissionais que atuam no ambiente portuário e integração entre as instituições responsáveis para respostas a emergências de saúde pública, segundo a APS.
Treinamentos e simulações
Em junho, profissionais de praticagem participaram de um exercício sobre o uso do equipamento de proteção individual, voltado para situações em que precisem embarcar em navios com suspeita do vírus. O treinamento abordou formas de transmissão, sinais clínicos e medidas de prevenção. No início de julho, as equipes médicas do Porto também participaram de uma revisão de aspectos da doença e utilização dos aparelhos de proteção. O atual Plano de Contingência para Eventos de Saúde Pública foi detalhado, com foco em atendimentos de casos suspeitos a bordo e resposta a óbito suspeito durante a viagem.
Situação do surto na RDC
Segundo dados divulgados pela OMS, já foram registrados mais de 600 casos suspeitos e cerca de 139 mortes potencialmente associadas à doença, com pelo menos quatro profissionais de saúde tendo morrido nas áreas afetadas. A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%, mas em surtos anteriores variou entre 25% e 90%. Apesar da gravidade, a OMS esclareceu que o surto do vírus (Bundibugyo) não preenche os critérios para ser considerado uma emergência pandêmica.
Impacto e prevenção
O Porto de Santos, maior corredor de exportação de café do Brasil, é um ponto crítico para a entrada de mercadorias e pessoas no país, o que torna essenciais as medidas de prevenção. A integração entre APS, GVE e Anvisa visa garantir uma resposta rápida e eficaz a qualquer suspeita da doença, protegendo a saúde pública e evitando a disseminação do vírus no território nacional.



