O Ministério da Saúde do Brasil recomendou a aplicação da 'dose zero' da vacina tríplice viral para crianças de 6 a 11 meses em São Bernardo do Campo, São Paulo, após a identificação de casos suspeitos de sarampo. A medida, anunciada em 20 de julho de 2026, visa ampliar a proteção em áreas com risco de transmissão, mesmo mantendo o país com eliminação endêmica da doença.
O que é a dose zero?
A dose zero é uma dose adicional da vacina tríplice viral, aplicada antes da idade prevista no Calendário Nacional de Vacinação. Normalmente, a primeira dose da tríplice viral é administrada aos 12 meses, mas em situações de surto ou risco iminente, a dose zero pode ser aplicada a partir dos 6 meses para conferir proteção precoce. Essa estratégia é adotada em áreas com circulação viral confirmada ou suspeita.
Contexto do surto
O Brasil reforça a vacinação diante de surtos em outras regiões das Américas. Embora o país tenha mantido a eliminação endêmica do sarampo, a importação de casos e a baixa cobertura vacinal em algumas localidades aumentam o risco de reintrodução. Em São Bernardo do Campo, a suspeita de casos levou à recomendação da dose zero como medida preventiva.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A vacinação é gratuita e disponível em todo o país, nas unidades básicas de saúde. O Ministério da Saúde orienta que os pais ou responsáveis levem as crianças de 6 a 11 meses para receber a dose zero, além de manter em dia as demais vacinas do calendário infantil.
Impacto e recomendações
A dose zero não substitui as doses regulares da vacina. As crianças que receberem a dose zero deverão tomar a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses, conforme o calendário padrão. A estratégia busca criar uma barreira imunológica rápida em comunidades com transmissão potencial.
Segundo o Ministério da Saúde, 'a dose zero é uma ferramenta adicional para proteger as crianças mais vulneráveis, especialmente em áreas com casos suspeitos. É fundamental que os pais mantenham a caderneta de vacinação atualizada'. A pasta também reforça que a eliminação do sarampo depende de altas coberturas vacinais, acima de 95%.



