Um homem suspeito de atacar o carro de uma família com uma barra de ferro após uma briga de trânsito em Ribeirão Preto (SP) quebrou o vidro do automóvel perto de onde estava a criança de 9 anos, filha do casal, afirma uma das vítimas. A mulher, que prefere não ser identificada, diz que, durante a discussão com o suspeito no fim de semana, chegou a avisá-lo sobre a menina, mas o alerta não foi suficiente.
"Quando eu vi que ele foi pegar alguma coisa [a barra de ferro], eu abaixei o vidro e gritei para ele. Falei, 'oh, tem uma criança aí atrás'. Mesmo assim, ele não teve compaixão, não. Ele chegou e bateu onde ela estava", afirma.
Menina ferida e família traumatizada
A menina ficou ferida com estilhaços de vidro. A família registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas nenhum suspeito tinha sido identificado até a última atualização desta notícia. "Ela não dormiu à noite, ela está traumatizada, é muito difícil para nós isso. Nós também estamos muito revoltados", desabafou a mãe.
Discussão e agressão
Um casal relatou que estava com a filha no carro na Avenida Jerônimo Gonçalves, na tarde de domingo (19), quando foi surpreendido por um VW Gol em alta velocidade que ultrapassou e tomou à frente do automóvel sem sinalizar com a seta. A família conta que, assim que os dois veículos pararam no sinal vermelho, buzinou para o outro carro, advertindo o outro condutor, que desceu do carro para dar tapas no vidro do automóvel onde o casal e a criança estavam.
Assim que o sinal foi aberto, os dois carros seguiram pela avenida até pararem em outro farol. Lá, o motorista do Gol, mais uma vez, desceu do automóvel, dessa vez com uma barra de ferro e que a usou para quebrar um dos vidros traseiros, segundo as vítimas.
Mãe relata desespero
"Quando eu vi que ele estava vindo, que ele deu a volta no carro, eu já fui para trás para poder pegar ela. Eu fiquei nervosa", relata a mãe. O esforço, segundo ela, não foi o bastante para evitar que a filha se machucasse com os estilhaços. A mulher acredita que algo pior poderia ter acontecido e espera que o suspeito seja identificado e responda pelo que fez. "Você pensou se esse homem tivesse acertado essa menina? Você imagina? O que seria de nós se ele tivesse acertado a menina, se tivesse matado ela? Você imagina? Olha, eu não gosto nem de pensar, eu estou revoltada."



