O Ministério da Saúde anunciou a criação de um comitê permanente destinado a negociar preços de vacinas, medicamentos e insumos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca otimizar os gastos públicos e garantir acesso a tratamentos de alto custo.
Novo comitê de negociação
O comitê terá como principal função estabelecer acordos com fabricantes para reduzir os valores pagos pelo SUS. Uma das ferramentas previstas é o uso de 'descontos silenciados', ou seja, reduções sigilosas no preço de medicamentos de alto custo. Essa prática evita que o desconto concedido ao Brasil seja usado como referência por outros países, pressionando o mercado internacional por condições semelhantes.
Impacto no orçamento da saúde
Segundo o Ministério, a medida pode gerar economia significativa. Em 2023, o SUS gastou cerca de R$ 15 bilhões com medicamentos de alto custo. A expectativa é que o comitê, ao centralizar as negociações, aumente o poder de barganha do governo e reduza os preços finais.
Funcionamento e transparência
O comitê será composto por representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de outros órgãos. Apesar do sigilo nos descontos, o Ministério afirma que haverá mecanismos de controle interno para garantir a legalidade e a eficiência das compras.



