Entre 2014 e 2023, o número de mortes por câncer em Juiz de Fora aumentou 24,45%, segundo dados do Ministério da Saúde analisados pelo Observatório de Oncologia. Em 2014, foram 683 óbitos; em 2023, o número subiu para 850, a maioria de homens.
O oncologista Alexandre Ferreira Oliveira, professor da UFJF e presidente eleito da Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica, atribui o crescimento ao maior número de diagnósticos e ao aumento da expectativa de vida da população. Ele também aponta sobrecarga no sistema de saúde, dificultando o tratamento adequado.
Atualmente, Juiz de Fora conta com três unidades de alta complexidade em oncologia pelo SUS: Instituto Oncológico, Ascomcer e Hospital Doutor João Felício. Apesar da excelência no tratamento, Oliveira destaca a necessidade de mais equipamentos para melhorar o diagnóstico.
Os tipos de câncer que mais mataram na cidade foram os de traqueia, brônquio e pulmão, com aumento de 79 para 91 óbitos. Também houve maior incidência de câncer de cólon e reto, mama e próstata. O médico ressalta que a redução dos casos depende de prevenção, diagnóstico e tratamento adequados.



