Um estudo publicado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology revela que o consumo moderado de café, incluindo o descafeinado, pode reduzir complicações hepáticas, como cirrose e câncer de fígado. O efeito protetor está associado aos antioxidantes do café. Entretanto, o uso de adoçantes artificiais pode atenuar esses benefícios. Além do café, hábitos saudáveis são essenciais para tratar a gordura no fígado.
O que o estudo descobriu?
A pesquisa analisou dados de milhares de participantes e constatou que aqueles que consumiam de três a quatro xícaras de café por dia apresentavam menor risco de desenvolver complicações relacionadas à esteatose hepática (gordura no fígado). O benefício foi observado tanto no café com cafeína quanto no descafeinado, indicando que os compostos antioxidantes, como os ácidos clorogênicos, são os principais responsáveis.
Impactos na saúde hepática
A gordura no fígado é uma condição que pode evoluir para esteato-hepatite, fibrose, cirrose e até câncer hepático. O café, por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, ajuda a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação no órgão. Segundo os pesquisadores, o consumo regular de café pode diminuir em até 30% o risco de cirrose.
Cuidados com adoçantes
O estudo alerta que o uso de adoçantes artificiais pode neutralizar parte dos benefícios do café. Embora o mecanismo não esteja totalmente esclarecido, acredita-se que esses aditivos interfiram na microbiota intestinal ou no metabolismo hepático. Por isso, a recomendação é consumir o café puro ou com moderação de açúcar natural.
Hábitos complementares
Além do café, a prevenção e o tratamento da gordura no fígado envolvem uma dieta equilibrada, pobre em gorduras saturadas e açúcares, prática regular de exercícios físicos e controle de peso. O consumo de álcool deve ser evitado ou limitado. O café não substitui essas medidas, mas pode ser um aliado importante.



