O Carnaval é sinônimo de festa e paquera, mas é preciso atenção: beijar muitas pessoas pode trazer riscos à saúde. Doenças como mononucleose, sapinho, herpes, sífilis, covid-19 e gonorreia podem ser transmitidas pela boca e pela saliva.
A mononucleose, conhecida como "doença do beijo", é causada pelo vírus Epstein-Barr e afeta principalmente jovens. Os sintomas incluem febre alta, dor de garganta, dores no corpo e ínguas, podendo durar até três semanas. Não há vacina; o tratamento visa aliviar os sintomas com analgésicos e repouso.
O sapinho, ou candidíase oral, é uma infecção fúngica que surge quando a imunidade está baixa, causando manchas brancas na boca. O tratamento é feito com antifúngicos. Já o herpes labial provoca bolhas dolorosas e pode ser transmitido mesmo sem lesões visíveis; pomadas ou comprimidos são usados no tratamento.
A sífilis, geralmente transmitida sexualmente, também pode ser passada pelo beijo se houver lesão na boca. O tratamento é com penicilina, disponível em hospitais. Covid-19 e gripe também são transmitidas pela saliva, tosse ou espirro, e a gonorreia pode infectar a garganta, sendo transmitida em contatos intensos, como no Carnaval.
Para se proteger, evite beijar se tiver feridas, aftas ou sangramento na boca. Reduzir o número de parceiros diminui os riscos. Fique atento aos sintomas e procure um médico se notar algo diferente após a folia. Exames podem identificar a doença e iniciar o tratamento correto.



