Um aplicativo desenvolvido por médicos em Goiânia (GO) utiliza inteligência artificial para orientar pais e cuidadores sobre cuidados na primeira infância, fase que vai do nascimento aos seis anos de idade. A plataforma foi idealizada pela odontopediatra Luciane Costa e pelo pediatra Paulo Sucasas, que se uniram a outros três sócios: uma psicóloga, uma cientista da computação e um engenheiro com formação em administração.
O investimento inicial no negócio foi de R$ 82 mil, valor usado principalmente para desenvolver a tecnologia. Atualmente, a startup registra faturamento médio mensal de cerca de R$ 27 mil. O aplicativo oferece artigos, vídeos educativos, uma comunidade de famílias e um chat com inteligência artificial disponível 24 horas por dia, cujas respostas passam por curadoria de profissionais da saúde.
Cerca de 24 profissionais, em sua maioria da área da saúde, participam da produção e revisão do conteúdo. A plataforma funciona em modelo freemium: uma versão básica gratuita e dois planos pagos. O aplicativo já registra quase 2 mil downloads, com metade dos usuários formada por mães e cuidadores e a outra metade por profissionais da área médica.
Os fundadores afirmam que a proposta não é substituir profissionais de saúde, mas ampliar o acesso das famílias a informações confiáveis. Outra frente de expansão é oferecer a tecnologia para consultórios, permitindo que médicos acompanhem o desenvolvimento de pacientes pela plataforma.



