O Acre recebeu, nessa terça-feira (21), um lote de insulina glargina que será distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante a substituição gradual da insulina NPH. Ao todo, foram entregues 913 tubetes do medicamento e 249 canetas reutilizáveis para aplicação. O medicamento será destinado, inicialmente, a pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e a pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Distribuição nacional e expectativas
Em todo o país, cerca de 383 mil tubetes já começaram a ser distribuídos aos estados. O envio é do Ministério da Saúde, que pretende ampliar o acesso a um tratamento mais moderno para pessoas com diabetes. A expectativa do ministério é que a mudança contribua para um controle mais estável da glicemia, reduza o risco de episódios de hipoglicemia e facilite a adesão ao tratamento, já que pode diminuir o número de aplicações necessárias ao longo do dia.
A substituição da insulina NPH pela glargina ocorrerá de forma gradual, conforme a avaliação clínica dos pacientes atendidos na rede pública de saúde. De acordo com o ministério, a iniciativa permite a produção nacional do medicamento e busca garantir maior segurança no abastecimento da rede pública.
Quem pode receber a insulina glargina?
Nesta etapa, terão acesso ao medicamento: crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1; pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O fornecimento será feito após avaliação clínica e prescrição médica.
Como ter acesso ao medicamento pelo SUS?
Para receber a insulina glargina pelo SUS, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e levar a receita médica emitida e carimbada. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina. Antes da mudança do tratamento, o paciente será avaliado por uma equipe multiprofissional, que verificará se há indicação para a troca do medicamento. Também serão repassadas orientações sobre a forma correta de aplicação, armazenamento e conservação da insulina.
Além dos tubetes do medicamento, os pacientes contemplados receberão uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para o tratamento.
Diferença entre insulina glargina e NPH
A principal diferença entre os dois tipos de medicamentos está no tempo de ação: a glargina dura até 24 horas e não tem pico, enquanto a NPH age por 12 a 18 horas e apresenta pico entre 4 e 8 horas, o que aumenta o risco de hipoglicemia, principalmente à noite.
Implicações práticas: NPH – por ter pico de ação, pode causar hipoglicemia noturna se aplicada à noite. Muitas vezes exige duas aplicações diárias. Glargina – mantém níveis constantes de insulina, reduzindo oscilações da glicemia. Geralmente basta uma aplicação ao dia, o que simplifica o tratamento.



