Acesso fácil à maconha eleva risco entre adolescentes mais que pressão social
Acesso fácil à maconha eleva risco entre jovens mais que pressão social

Estudo revela que acesso fácil à maconha é maior fator de risco para adolescentes do que pressão dos amigos

Uma nova pesquisa da Universidade de Montreal, publicada na revista científica Addiction, traz dados importantes sobre o comportamento de adolescentes em relação ao consumo de maconha. O estudo mostra que a percepção de fácil acesso à droga é um fator de risco mais significativo para o início do uso do que a influência de amigos que já consomem a substância.

Pesquisa analisa fatores de risco combinados

Os pesquisadores acompanharam um grupo de adolescentes ao longo do tempo e avaliaram como diferentes fatores contribuem para o início do uso de maconha. Os resultados indicam que, quando um jovem acredita que a maconha está facilmente disponível, as chances de começar a usar a droga aumentam consideravelmente. Esse fator supera até mesmo a pressão social exercida por amigos que já usam a substância.

A combinação de ambos os fatores — fácil acesso e amigos usuários — eleva o risco em 21,6 pontos percentuais, segundo o estudo. Isso significa que adolescentes que percebem a maconha como acessível e têm amigos que a usam estão em situação de vulnerabilidade ainda maior.

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Cenário no Brasil

No Brasil, o consumo de maconha entre jovens também é motivo de preocupação. Dados recentes indicam que 13,2% dos brasileiros entre 18 e 24 anos relatam uso regular da droga. O número é crescente e acende um alerta para políticas de prevenção e educação voltadas a esse público.

Especialistas destacam a importância de estratégias que reduzam a percepção de fácil acesso à maconha entre adolescentes, como controle mais rigoroso da venda e campanhas de conscientização. Além disso, o fortalecimento de laços familiares e comunitários pode ajudar a proteger os jovens contra o início do consumo.

A pesquisa reforça que, embora a influência dos amigos seja um fator relevante, a disponibilidade percebida da droga desempenha um papel ainda mais crítico. Portanto, ações que limitem o acesso e mudem a percepção dos adolescentes sobre a facilidade de obter maconha podem ser mais eficazes na prevenção.

O estudo completo está disponível na revista Addiction e serve como base para futuras intervenções em saúde pública voltadas à juventude.

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