O corpo do surfista José Ricardo Ramos, conhecido como Ricardo Bocão, será velado nesta terça-feira na escola de surfe que ele fundou na comunidade da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro. A cerimônia de despedida ocorrerá no local onde Bocão dedicou anos de sua vida ao ensino do surfe para crianças e jovens da comunidade.
Corpo encontrado após cinco dias de buscas
O surfista de 52 anos desapareceu no mar de São Conrado na última quarta-feira. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas intensas e localizaram o corpo no domingo, cinco dias após o desaparecimento. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
O filho de Bocão, que não teve o nome revelado, busca informações sobre os últimos momentos do pai. Ele esteve no local das buscas e acompanhou as operações dos bombeiros.
Trajetória de dedicação ao surfe
Ricardo Bocão era uma figura conhecida na Rocinha, onde fundou a escola de surfe que leva seu nome. A escola atende dezenas de alunos, muitos deles moradores da comunidade, promovendo o esporte como ferramenta de inclusão social. Bocão também era ativo em projetos sociais e competições de surfe amador.
Sepultamento no Cemitério São João Batista
Após o velório, o corpo será sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, também na zona sul do Rio. Amigos, familiares e ex-alunos devem comparecer para prestar as últimas homenagens.
Em nota, o Corpo de Bombeiros lamentou o ocorrido e reforçou a importância de cuidados ao frequentar praias com mar agitado. "Infelizmente, o mar de São Conrado é conhecido por suas correntezas fortes. Reforçamos a necessidade de atenção redobrada", disse um porta-voz da corporação.
A comunidade da Rocinha está consternada com a perda. "Bocão era um exemplo para todos nós. Ele dedicou a vida ao surfe e aos jovens da comunidade", afirmou um morador, que preferiu não se identificar.



