Juiz de Fora, em Minas Gerais, registrou 22 ocorrências de desastres naturais em 2024, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O número coloca o município na quinta posição no ranking nacional e na primeira em Minas Gerais.
Os dados do Cemaden mostram que, dos 22 incidentes, 10 foram de risco geológico, como deslizamentos de terra, e 12 de risco hidrológico, como enxurradas e transbordamentos de rios e córregos. A cidade mineira teve metade dos desastres registrados em Petrópolis (RJ), que lidera o levantamento.
O Cemaden emitiu 32 alertas de risco de desastres naturais em Juiz de Fora em 2024. O centro monitora 1.133 municípios brasileiros, o que corresponde a 20% das cidades do país e cerca de 60% da população.
Em 2023, Juiz de Fora já aparecia entre as cidades com maior população em áreas de risco. Dos 540.756 habitantes, 128.946 (23,7%) estavam em áreas sujeitas a deslizamentos, enchentes e enxurradas.
O engenheiro ambiental Luiz Evaristo de Paiva explica que a topografia acidentada do município, com morros e encostas, favorece os riscos geológicos. Além disso, desde sua fundação, partes da cidade foram drenadas no século XIX, tornando-a suscetível a inundações devido à ocupação de áreas naturalmente alagadas.



