Uma proprietária de terreno em Conceição do Coité, a cerca de 111 km de Feira de Santana, entrou com uma ação judicial contra um pedreiro que abandonou a construção de 10 kitnets. Segundo a ação, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 55 mil.
O contrato de prestação de serviços foi firmado em março de 2025, com previsão de entrega em novembro do mesmo ano. O valor acordado foi de R$ 110 mil, dos quais a proprietária pagou R$ 105.700, equivalentes a 96% do total. No entanto, apenas cerca de 50% da obra foi executada.
De acordo com o processo, o pedreiro abandonou o serviço no início de dezembro, sem justificativa formal, deixando a obra incompleta e atrasada. A proprietária relatou que, ao visitar o local, muitas vezes encontrava a obra fechada, e o profissional alegava dores na coluna, mas não apresentava comprovantes de tratamento.
Além do prejuízo financeiro direto, a mulher afirma que deixou de receber a renda dos aluguéis das kitnets e que parte do serviço realizado precisou ser refeita, como encanações instaladas incorretamente. Também houve retirada não autorizada do hidrômetro, gerando multa da Embasa, e deterioração da obra devido às chuvas.
A proprietária processou o pedreiro e a mãe dele, que, segundo a ação, se comprometeu a resolver o impasse, mas não tomou providências. Na ação, ela pede que os réus concluam a obra, custeiem outro profissional ou devolvam R$ 55.700, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais.
O processo foi distribuído em 5 de fevereiro de 2025 na 1ª Vara do Sistema de Juizados de Conceição do Coité. Uma audiência de conciliação ocorreu em 9 de março, sem acordo, e o caso aguarda decisão judicial.



