O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo nesta terça-feira (14) durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal, Gaeco e CGU. A investigação apura um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e financiamento da facção 'Tropa do Amigão', braço do Comando Vermelho.
Segundo a PF, o consórcio entre agentes políticos, empresários e criminosos pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos. Além do afastamento do prefeito, a operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão, incluindo um apartamento de Edvaldo Neto em Intermares.
O afastamento ocorreu dois dias após as eleições suplementares de Cabedelo, nas quais Edvaldo Neto foi eleito. Ele ocupava o cargo interinamente desde 2025, quando o então prefeito André Coutinho (Avante) foi cassado por suspeita de relação com facção criminosa. Quem assume a prefeitura é o presidente da Câmara Municipal, José Pereira.
A Justiça também determinou o afastamento da secretária de Administração, Josenilda Batista dos Santos, e de outros servidores estratégicos, além de proibir o acesso de sete pessoas à prefeitura. Entre os alvos estão Vitor Hugo Peixoto Castelliano, Rougger Xavier Guerra Junior, Diego Carvalho Martins, Cynthia Denize Silva Cordeiro, Tanison da Silva Santos e Cláudio Fernandes de Lima Monteiro.
Em nota, a defesa de Edvaldo Neto afirmou que a medida é provisória e não implica culpa, negando qualquer vínculo com facção criminosa. O ex-prefeito Vitor Hugo disse ser alvo de perseguição política. Rougger Guerra, secretário da Prefeitura de João Pessoa, negou envolvimento e entregou o cargo. Cynthia Cordeiro, sogra do prefeito, não se manifestou.



