Bailarino de 11 anos de Juiz de Fora vence no Festival de Joinville
Bailarino de 11 anos vence no Festival de Joinville

Eduardo Milward, de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, conquistou o primeiro lugar na categoria solo neoclássico no Festival de Dança de Joinville 2026, realizado nesta semana em Santa Catarina. O bailarino de 11 anos também garantiu dois segundos lugares nas categorias balé clássico de repertório e contemporâneo, consolidando uma participação de destaque em um dos maiores eventos de dança do mundo.

As apresentações ocorreram ao longo da semana, com Eduardo subindo ao palco em três categorias diferentes. O desempenho garantiu o lugar mais alto do pódio no solo neoclássico, além de dois vice-campeonatos, colocando o nome do jovem bailarino entre os destaques do festival.

O Festival de Dança de Joinville é reconhecido internacionalmente pelo grande número de participantes, reunindo anualmente milhares de bailarinos do Brasil e do exterior, tanto em competições oficiais quanto em apresentações abertas ao público.

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Destaque internacional

A conquista em Joinville reforça o momento especial na carreira de Eduardo. Em maio deste ano, ele já havia se tornado o brasileiro mais jovem a disputar a final do Youth America Grand Prix (YAGP) 2026, realizada em Houston, no Texas, nos Estados Unidos. Na ocasião, o jovem dançarino ficou entre os 12 melhores colocados na categoria Pre-Competitive, um feito inédito para o país.

A mãe do menino, Raphaela Milward, professora de balé, acompanha de perto a rotina intensa de treinos e celebra cada passo da trajetória do filho. Em meio à ansiedade das competições, a família celebrou a aprovação dos três solos inscritos na seletiva. Ela destacou a dificuldade da seleção para o festival catarinense: "Só de a gente estar aqui já é motivo de muita felicidade. É o maior festival de dança do mundo em número de participantes. A seletiva é muito difícil, porque precisamos enviar vídeos para aprovação. Inscrevemos três solos e os três foram aprovados. Só isso já é uma grande conquista", afirmou.

O prêmio é consequência do trabalho

Para Eduardo, subir ao pódio em Joinville foi a confirmação de que o esforço dedicado aos treinos valeu a pena. "Quando anunciaram o primeiro lugar, eu fiquei muito feliz. Mas eu já tinha saído do palco realizado, porque o mais importante é fazer o meu melhor. O prêmio é consequência do trabalho. Representar Juiz de Fora já era motivo de orgulho, e conquistar o primeiro lugar deixou tudo ainda mais especial", contou o bailarino.

A dedicação do jovem vai além das competições. A dança é parte essencial de sua vida, uma paixão que ele cultiva desde a infância. Aos 11 anos, Eduardo já demonstra maturidade e disciplina incomuns, fruto de uma rotina intensa de treinos e da paixão pela arte.

Terceira geração de artistas

Eduardo representa a terceira geração de artistas da família, e sua mãe vê com emoção a continuidade desse legado. Raphaela relembra que o filho sempre esteve próximo do universo da dança. "O Eduardo sempre dançou. Cresceu em uma casa cheia de arte e música. Ia comigo para a escola de dança, assistia às aulas e repetia tudo em casa. Foi algo muito espontâneo e natural", contou.

O contato mais intenso com o balé começou aos 8 anos, mas a expressão corporal já fazia parte da rotina do menino desde muito cedo. Para ele, dançar é mais do que uma atividade: é uma forma de expressão e felicidade. "O que eu mais gosto de fazer é dançar. Quando estou triste e danço, fico feliz. Desde a primeira apresentação, sabia que era isso que queria para a vida: ser bailarino profissional", explicou Eduardo.

Com os resultados conquistados em Joinville, Eduardo projeta um futuro promissor no balé. Com o apoio da família e a disciplina nos treinos, ele segue determinado a construir uma carreira sólida no cenário da dança nacional e internacional, levando o nome de Juiz de Fora para os principais palcos do mundo.

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