A Polícia Civil confirmou que a explosão ocorrida em dezembro de 2025 em um condomínio de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi causada pelo produto utilizado para impermeabilizar um sofá. A informação foi divulgada após a conclusão de um novo laudo pericial.
A vítima, Eduarda Silveira Vieira Guerreiro, de 26 anos, sofreu queimaduras em cerca de 50% do corpo. Ela se feriu quando ligou o fogão após o prestador de serviço deixar o local. O solvente inflamável permaneceu no ambiente e provocou o incêndio.
O delegado André Lobo Anicet explicou que a Polícia Civil solicitou um novo laudo após receber os primeiros resultados do Instituto-Geral de Perícias (IGP). A análise confirmou que a explosão foi causada pelo produto inflamável. O delegado também afirmou que o prestador de serviço não tinha conhecimento técnico, sendo apenas um entregador que fazia frete de móveis.
Com a finalização da perícia, a polícia vai concluir o inquérito, que deve ser remetido à Justiça nas próximas semanas. A explosão destruiu o apartamento na Torre 22 do condomínio Morada do Vale, em Gravataí, e outras 19 unidades também foram atingidas.
Quatro meses após o incidente, Eduarda afirma estar aliviada com a confirmação da causa. Ela não voltou a morar no apartamento e mudou de emprego. A jovem relata que ficou com neuropatia pós-traumática decorrente do fogo no pé direito e na mão esquerda, mas que está se adaptando aos poucos.



