O policial militar Marcionilio Sancho Cambuhy Junior, conhecido como 'Sancho Loko', foi preso em Curitiba durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele e outros dois policiais são suspeitos de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica, crimes que teriam sido cometidos em mais de uma ocasião.
Sancho Loko, de 44 anos, possui cerca de 270 mil seguidores em uma rede social, onde compartilhava sua rotina como policial militar, incluindo participação em ocorrências e operações. A operação foi deflagrada na terça-feira (7). Os outros dois policiais presos foram identificados como Pablo Costa Furtado e Hilaro Keyser Cerqueira Santos, que tiveram liberdade provisória concedida com medidas cautelares.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM-PR). Três mandados foram em residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam, na capital paranaense. Durante as buscas, foram apreendidos celulares e outros dispositivos de armazenamento eletrônico. Nas casas de dois policiais, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Na unidade da PM, foram localizados simulacros de arma de fogo, munições irregulares e drogas como maconha, crack e cocaína.
O advogado Claudio Dalledone, que defende Sancho, afirmou que ele foi preso em flagrante por estar em posse de duas granadas de efeito moral, que, segundo ele, não apresentam letalidade. O advogado também disse que foram encontradas munições compatíveis com o calibre das armas usadas por Sancho como instrutor de tiro e considerou a prisão preventiva 'descabida'. Sancho passou por audiência de custódia e está preso preventivamente desde quinta-feira (9).
A Polícia Militar informou, em nota, que prestou apoio à operação e confirmou que a ação apura desvios de conduta supostamente cometidos durante abordagens policiais em Curitiba. A PM afirmou que serão instaurados procedimentos administrativos e reforçou que não compactua com condutas que violem os princípios da instituição.



