Jovem que teve mãos reimplantadas após ataque de foice inicia fisioterapia; namorado e irmão viram réus
Jovem que teve mãos reimplantadas após ataque de foice inicia fisioterapia; namorado e irmão viram r

A estudante Ana Clara Oliveira, vítima de uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim, no Ceará, começou a fazer fisioterapia e terapia ocupacional na última sexta-feira (15). Ela conseguiu realizar os primeiros movimentos voluntários com os dedos após uma cirurgia de 12 horas para reimplantar as duas mãos, que foram decepadas ou quase arrancadas por golpes de foice.

Os irmãos Ronivaldo Rocha dos Santos e Evangelista Rocha dos Santos se tornaram réus pelo crime, ocorrido na madrugada do dia 1º. Segundo a Polícia Civil, Ronivaldo, então namorado da vítima, planejou e ordenou o ataque, enquanto Evangelista foi o executor. Evangelista foi preso no mesmo dia; Ronivaldo foi detido em outra cidade, a mais de 60 km de distância.

Imagens de câmera de segurança mostram os dois homens chegando ao local. Evangelista pulou o muro com uma foice, e Ronivaldo subiu no teto do carro e deu a ordem para as agressões. Ana Clara sofreu lesões graves nos braços, pernas, costas, rosto e pescoço. Ela contou que se fingiu de morta para sobreviver. O executor admitiu a intenção de matá-la, segundo o delegado Júlio César Grelli Lobo.

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O atendimento do Samu foi crucial: o enfermeiro João Emanuel Negreiros explicou que a mão decepada foi acondicionada em saco plástico com gelo, sem contato direto, o que permitiu o reimplante. Ana Clara foi transferida para um hospital público em Fortaleza, onde cirurgias eletivas foram canceladas para priorizar o caso. A cirurgia durou 12 horas e envolveu 15 profissionais, com dois microscópios operando simultaneamente.

Após o procedimento, a paciente passou por novas intervenções em uma perna e na artéria de uma mão. Na fisioterapia, Ana Clara celebrou os primeiros movimentos: 'A felicidade é enorme que tô conseguindo mexer os meus dedos'. Ela havia questionado ao pai se ficaria com as mãos.

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