Localizado no coração de Goiânia, o Edifício Parthenon Center é um dos prédios mais emblemáticos da cidade, ocupando um quarteirão inteiro. No entanto, ele guarda um curioso mistério: o 8º pavimento não aparece na numeração do elevador. A publicitária Mariana Alves Tavares, de 20 anos, viralizou ao explicar o enigma em um vídeo.
Lendas e explicações técnicas
Algumas lendas urbanas sugerem que o suposto 8º andar teria sido fechado devido a incidentes macabros, como acidentes ou crimes. Porém, a verdade é mais prosaica. Segundo um funcionário do prédio, que preferiu não se identificar, o andar existe nos registros da Prefeitura de Goiânia, mas não no elevador. "O 8° andar só não existe no elevador, mas no registro da prefeitura existe a 8ª laje normal, como um prédio normal", afirmou.
Estrutura do prédio
Inaugurado em 1976, o Parthenon Center foi o primeiro edifício em Goiânia a abrigar um estacionamento rotativo, ocupando os primeiros 7 pavimentos, com uma galeria comercial no térreo. Acima do 7º andar, há salas comerciais e um terraço jardim no topo. O 8º andar, na verdade, é uma laje técnica de sustentação, que abriga reservatórios de água, centrais de ar-condicionado, subestações elétricas e bombas hidráulicas. "Em edifícios de uso misto ou de grande porte, é muito comum a existência de um andar técnico", explicou o engenheiro Jefferson Rosa Mendes.
Arquitetura brutalista
Projetado pelo arquiteto Antônio Lúcio Ferrari Pinheiro, o prédio segue o estilo brutalista, com concreto exposto. O estacionamento em rampa cilíndrica é aberto, permitindo circulação de ar e luz. Na parte superior, a estrutura muda para um design laminar vertical, que garante aeração e iluminação. Mariana destacou a garagem em espiral como a parte mais emblemática: "Ela é fantástica, e eu pude andar nela".
Importância cultural
Construído sobre o antigo Mercado Municipal de Goiânia, o Parthenon Center já abrigou um restaurante de comidas típicas e um espaço cultural nos anos 1990. O escritor Ubirajara Galli relembra o projeto "Segunda Aberta", que mesclava poesia e música. Mariana, que se identifica como "goiana raiz", espera que seu vídeo ajude a valorizar o centro da cidade e sua história. "Poderia receber mais atenção. O primeiro passo para isso é a divulgação", afirmou.



