Um juiz de Nova York decidiu nesta segunda-feira (18) que algumas provas encontradas na mochila de Luigi Mangione no momento de sua prisão, em dezembro de 2024, serão excluídas do julgamento estadual. No entanto, itens considerados cruciais, como a suposta arma do crime e escritos expressando frustração com o sistema de saúde, foram admitidos como provas.
Os advogados de Mangione argumentaram que a polícia local revistou ilegalmente sua mochila quando ele foi preso em um McDonald's na Pensilvânia, dias após o assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em Manhattan. A defesa alegou que a busca continuou na delegacia de Altoona antes da obtenção de um mandado judicial.
O juiz Gregory Carro determinou que a arma impressa em 3D e um suposto “manifesto” apreendidos na delegacia seriam admitidos, por terem sido recuperados em uma busca válida conforme o protocolo policial. Já os itens encontrados na busca inicial no McDonald's – incluindo um carregador municiado, passaporte, carteira, celular e chip de computador – foram excluídos.
Carro concluiu que a justificativa dos policiais para a busca no local, baseada no temor de que a mochila contivesse uma arma, não se sustentou. As imagens das câmeras corporais mostraram preocupação com uma possível bomba, mas não evidências de que uma arma fosse o motivo da busca. O juiz também destacou que não havia situação de emergência, já que o réu não poderia acessar a mochila no momento.
Luigi Mangione enfrenta acusações de homicídio em segundo grau e outras oito acusações no caso estadual, com julgamento previsto para setembro. Ele também responde a acusações federais relacionadas ao assassinato de Brian Thompson e a acusações estaduais na Pensilvânia, tendo se declarado inocente de todas.



