Justiça bloqueia bens de prefeito de Ourinhos por suspeita de fraude na Fapi
Justiça bloqueia bens de prefeito de Ourinhos por suspeita de fraude na Fapi

A Justiça determinou o bloqueio de bens do prefeito de Ourinhos (SP), Guilherme Andrew Gonçalves da Silva (PODEMOS), de dois secretários municipais e de empresas envolvidas na organização da 56ª Feira Agropecuária e Industrial (Fapi), realizada em junho de 2025. A decisão atende a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga fraudes em licitações e enriquecimento ilícito.

Segundo a investigação, a prefeitura simulou uma parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos (ACE) para burlar a Lei de Licitações. O município arcou com toda a infraestrutura e cachês artísticos, que superaram R$ 1,5 milhão, enquanto áreas lucrativas como estacionamento e camarotes foram entregues a empresas ligadas ao secretário adjunto de Infraestrutura, Luiz Roberto Ferreira de Souza Júnior, conhecido como 'Chileno'. O MP comprovou que pagamentos de cidadãos por essas áreas caíram em contas pessoais de Chileno e de seus familiares.

Outras irregularidades apontadas incluem o fracionamento de despesas, como gastos com banheiros químicos e grades, que foram divididos em pequenas dispensas para evitar licitação, e a criação de uma 'urgência fabricada' para justificar contratações diretas sem concorrência. Os shows foram anunciados em maio, mas a documentação foi montada apenas em junho, às vésperas do evento.

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A Justiça determinou o bloqueio solidário de R$ 1.309.250,00 em bens do prefeito, dos secretários Jeferson Luís Bento (Cultura) e Luiz Roberto Ferreira de Souza Júnior, de duas empresas e de parte da ACE. Também foram decretadas a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. A Promotoria pediu o afastamento imediato de Chileno, que foi exonerado do cargo após a publicação da decisão judicial.

Em nota, o prefeito Guilherme Gonçalves afirmou estar 'absolutamente tranquilo' e que sempre conduziu a administração com transparência. Os secretários Jeferson Bento e Chileno disseram respeitar a decisão, mas discordam das acusações e vão recorrer. A NB Produções e a ACE informaram que apresentarão esclarecimentos nos trâmites legais. Ao final do processo, os réus podem perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos e ficar proibidos de contratar com o poder público por até 12 anos.

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