O julgamento do ex-vereador Jairinho e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel foi retomado nesta segunda-feira (25), mas a sessão foi interrompida no fim da tarde sem que nenhuma testemunha fosse ouvida. A juíza Elizabeth Machado Louro encerrou os trabalhos por volta das 17h10, e o júri será retomado às 9h desta terça-feira (26), no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio.
O primeiro dia foi marcado por uma nova tentativa da defesa de Jairinho de adiar o julgamento, alegando que um de seus advogados, Fabiano Lopes, sofreu um infarto no sábado (23). Jairinho chegou a pedir a destituição dos defensores, mas recuou após ser alertado de que seria transferido para um presídio de segurança máxima até a nova data. A juíza afirmou que o sistema judiciário não poderia ser tratado como 'refém' do réu.
Após o recuo, o Conselho de Sentença foi sorteado e composto por cinco homens e duas mulheres. A juíza indeferiu todos os pedidos de nulidade feitos pela defesa, considerando que a maioria já havia sido negada durante o inquérito. Os advogados de Jairinho voltaram a alegar falhas na produção de provas e pediram acesso a documentos como protocolos hospitalares e imagens de circuito interno.
Os réus estão presos e respondem por homicídio qualificado e tortura, entre outros crimes relacionados à morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. O promotor Fábio Vieira criticou o atraso, afirmando que o dia foi gasto com questões burocráticas que poderiam ter sido resolvidas por petições. As testemunhas previstas para esta segunda-feira incluem delegados, um médico legista e um perito.



