A Polícia Federal abriu uma apuração inicial sobre informações de que 46 perfis em redes sociais realizaram um bombardeio digital com ataques simultâneos contra o Banco Central e investigadores no caso Master. Se forem comprovadas irregularidades, o órgão poderá instaurar inquérito policial.
A prática já vinha sendo observada durante o processo de análise pelo órgão regulador da venda do banco para o BRB (Banco de Brasília), mas cresceu nos últimos dias em meio à guerra jurídica no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TCU (Tribunal de Contas da União) travada entre os investigadores e os advogados do Master.
Os influenciadores vêm publicando posts com informações enviesadas sobre os acontecimentos em torno da liquidação do Master, com críticas à atuação do BC. A ofensiva digital também mira o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seus familiares, o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, além de banqueiros e associações do setor financeiro que organizaram uma contra-ofensiva em defesa da autoridade monetária.
Numa postagem de 2 de janeiro no Instagram, o perfil @divasdohumor relata que a gestão de Renato Gomes no BC deixou um cenário de instabilidade no mercado financeiro. A publicação anterior do perfil trata de uma conversa entre Nicole Bahls e Gil do Vigor, e a seguinte, do papel das tias na educação de crianças.
Outro perfil que participa da ofensiva contra o BC é o @Festadafirma, administrado pela Banca Digital, agência de marketing na internet. A Banca Digital informou que foi procurada para divulgar conteúdo sobre o Banco Master, mas que declinou o convite na hora. A empresa afirmou que a postagem foi orgânica e não houve remuneração.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento no dia 27 de janeiro no âmbito das investigações sobre a tentativa de venda ao BRB. Além de Vorcaro, outros ex-executivos, como o ex-sócio dele Augusto Lima, também tiveram o depoimento marcado.



