Hamas Aceita Libertar Reféns e Trump Pede Trégua
Hamas Aceita Libertar Reféns e Trump Pede Trégua

O grupo terrorista Hamas afirmou nesta sexta-feira (3) que concorda em liberar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, sob os termos da proposta de cessar-fogo apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O anúncio foi feito horas depois de Trump dar um ultimato ao Hamas, exigindo resposta até domingo (5).

Em comunicado, o Hamas sinalizou disposição para entrar imediatamente em negociações para discutir os detalhes do acordo. Isso não significa, porém, que o grupo tenha aceitado integralmente o plano da Casa Branca. O Hamas ainda mantém mais de 40 reféns sequestrados no dia 7 de outubro de 2023, durante o atentado terrorista contra Israel que resultou no início da guerra. Parte das vítimas está morta.

O grupo informou que aceita entregar o governo da Faixa de Gaza a um órgão independente formado por tecnocratas palestinos, “com base no consenso nacional palestino e no apoio árabe e islâmico”. Quanto às demais questões apresentadas na proposta de Trump, o Hamas afirmou que serão discutidas em um quadro nacional palestino amplo, do qual o grupo fará parte.

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Trump usou as redes sociais para comentar as declarações do Hamas. Ele disse acreditar que o grupo terrorista está pronto para a paz e pediu para que Israel pare “imediatamente” os bombardeios em Gaza. Na segunda-feira (29), a Casa Branca apresentou um plano com 20 pontos para encerrar a guerra na Faixa de Gaza imediatamente.

A proposta prevê o território como uma zona livre de grupos armados. Integrantes do Hamas podem receber anistia, desde que entreguem suas armas e se comprometam com a convivência pacífica. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que concorda com o plano, mas disse que não aceitaria a criação de um Estado palestino.

Trump deu até as 19h de domingo, no horário de Brasília, para o Hamas aceitar o plano de paz. Caso contrário, segundo ele, o grupo enfrentaria um “inferno total”. O presidente americano afirmou que a maioria dos militantes do Hamas está “cercada e presa”, e que mais de 25 mil já foram mortos.

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