A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que o hacker Walter Delgatti Neto, orientado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP), acessou ilegalmente as credenciais de uma juíza criminal de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a magistrada, foram elaborados documentos falsos usando seus acessos pessoais, como alvarás de soltura para presos de outros estados e uma restrição judicial de veículo. Ela informou que a Corregedoria do Tribunal de Justiça do RS e o CNJ foram acionados assim que a irregularidade foi descoberta.
Além da juíza gaúcha, pelo menos um outro magistrado de outro estado teve seus acessos utilizados de forma clandestina. A investigação também aponta que um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi inserido no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP) usando outro login.
Nesta sexta-feira (6), a Primeira Turma do STF manteve, por unanimidade, a condenação de Carla Zambelli a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do CNJ. O relator, ministro Alexandre de Moraes, considerou o recurso da defesa como meramente protelatório e determinou o trânsito em julgado.
A deputada é considerada foragida, com mandado de prisão preventiva e inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol. A defesa de Zambelli pediu absolvição e alegou cerceamento de defesa por falta de acesso às provas.



