Após o governo de São Paulo anunciar a reabertura de um abrigo provisório para 100 pessoas, a prefeitura decidiu reativar dez tendas de acolhimento da operação Baixas Temperaturas. As estruturas foram montadas em locais estratégicos com maior movimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Nas tendas, são oferecidos alimentos e cobertores, além do encaminhamento para abrigos municipais, caso a pessoa deseje. Equipes realizam buscas ativas por moradores de rua que possam estar sofrendo com o frio, tentando convencê-los a ir para os abrigos.
O trabalho nem sempre é bem-sucedido. Há recusas por motivos como a separação de animais de estimação — embora muitos abrigos aceitem pets —, as regras dos abrigos, como horários, e a proibição do uso de álcool e outras drogas.
As equipes percorrem áreas de maior concentração, como o centro da cidade, e também atendem demandas pelo telefone 156. Entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sábado para domingo (30), foram acolhidas 1.587 pessoas de 19 mil atendidas. Foram distribuídos 2,6 mil cobertores, 5,8 mil sopas, 4,5 mil chocolates quentes, 10,9 mil copos de água, 2,7 mil copos de chá, 6,9 mil pães e aplicadas 57 doses de vacina.
As tendas contam com profissionais da Saúde, que atualizam a vacinação, e veterinários, que regularizam vacinas, fazem vermifugação e registro geral dos animais, inclusive com microchip. O governo estadual também reabriu um abrigo provisório na estação Pedro II, da linha vermelha do Metrô, para acolher pessoas em situação de rua nas noites de domingo e segunda (1º), das 19h às 8h, com capacidade para 100 pessoas, oferecendo colchões, cobertores e refeições.



