Desconcentração industrial impulsiona interior da Bahia
Desconcentração industrial impulsiona interior da Bahia

Um estudo do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) aponta que a economia baiana passa por uma transformação estrutural, com a expansão das atividades produtivas para o interior. A pesquisa, intitulada 'Desconcentração Produtiva e Interiorização', analisou a redistribuição do crescimento econômico e industrial nas últimas décadas, reduzindo a histórica centralização na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Segundo o levantamento, a participação da RMS no Produto Interno Bruto (PIB) estadual caiu de 48,3% em 2009 para 39,4% em 2021. Enquanto isso, regiões do interior passaram a crescer acima da média estadual, impulsionadas pelo agronegócio, logística, construção civil, mineração, energias renováveis e atração de novas indústrias. Os destaques são os territórios da Bacia do Rio Grande (Barreiras e Luís Eduardo Magalhães) e Portal do Sertão (Feira de Santana).

O economista Danilo Peres, responsável pelo estudo, afirma que essas duas regiões aumentaram sua participação no PIB da Bahia em 6,1 pontos percentuais, enquanto os outros 16 territórios de identidade dividiram 4,4 pontos percentuais. O Oeste da Bahia consolidou-se como fronteira agroindustrial, com expansão da soja, milho e algodão, atraindo investimentos em processamento agrícola, armazenagem, logística e energia.

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Feira de Santana fortaleceu sua posição como principal entroncamento rodoviário do estado, atraindo empresas como Nestlé, PepsiCo, Pirelli, Belgo Arames e Vipal. A indústria de transformação representa 73,1% do emprego regional. Já Vitória da Conquista, no sudoeste, triplicou o número de empregos industriais entre 2006 e 2024, consolidando-se como centro regional de comércio, serviços e produção industrial, com crescimento na construção civil, indústria alimentícia, confecções e móveis.

Danilo Peres ressalta que a desconcentração industrial não deve penalizar a RMS, mas sim ser apoiada por políticas públicas que fortaleçam a competitividade do interior, com investimentos em infraestrutura, educação técnica, inovação, crédito produtivo e incentivos fiscais regionalizados, respeitando as vocações de cada região.

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