De burnout a Iyalorixá: a transformação de Camila Raddi
De burnout a Iyalorixá: a transformação de Camila Raddi

O grupo Wiitch Plant, formado por empreendedoras visionárias do litoral norte de São Paulo, tem criado uma rede poderosa de apoio e inovação entre empresárias locais por meio de eventos fechados. Com foco em projetos ecológicos e beneficentes, essas mulheres transformam o conceito de empreendedorismo, unindo força e propósito para gerar impacto positivo na comunidade e no meio ambiente. Conheça a trajetória inspiradora de uma das integrantes.

Trajetória profissional e o ponto de virada

Durante 16 anos, Camila Raddi construiu sua carreira em uma multinacional, atuando em um ambiente marcado por metas, resultados e busca constante por desempenho. O que parecia uma trajetória consolidada passou por uma mudança profunda após ela enfrentar um quadro de burnout. A experiência, segundo ela, representou um momento de ruptura e reflexão.

Foi nesse período que uma conexão antiga com a espiritualidade, presente em sua vida desde os 18 anos, ganhou novo significado e passou a ocupar um papel central. Ao longo da juventude e vida adulta, Camila viveu fora do Brasil, ampliando seu contato com diferentes culturas e tradições. Mesmo seguindo carreira corporativa de sucesso, o interesse por questões espirituais permaneceu.

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O recomeço como Iyalorixá

A mudança definitiva aconteceu após o afastamento profissional provocado pelo esgotamento emocional. O período de pausa serviu para aprofundar estudos, revisitar valores pessoais e assumir uma atuação mais direta dentro da tradição religiosa à qual já estava vinculada. Hoje, Camila atua como Iyalorixá e dirige o Ilê Àṣẹ Fákòlàdé, localizado em Santo Antônio do Descoberto (GO), no Entorno do Distrito Federal.

O espaço desenvolve atividades religiosas, culturais e ações de acolhimento comunitário. Entre os trabalhos realizados estão atendimentos espirituais, orientação religiosa e iniciativas de apoio voltadas principalmente às mulheres. Temas como autoestima, identidade, autoconhecimento e responsabilidade pessoal fazem parte das reflexões promovidas no local.

Desafios e compromisso social

Camila destaca os desafios de ocupar liderança em uma tradição ancestral que ainda enfrenta preconceitos e estereótipos. Para ela, conhecimento, estudo contínuo e vivência prática são fundamentais para fortalecer sua atuação. Sua formação inclui estudos ligados à filosofia africana e aprofundamentos sobre tradições religiosas de matriz africana. Segundo a sacerdotisa, a busca constante por aprendizado faz parte do compromisso assumido.

Além das atividades religiosas, o Ilê Àṣẹ Fákòlàdé mantém ações sociais destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. Atualmente, mais de 200 refeições são distribuídas mensalmente por meio de iniciativas comunitárias. Para Camila, espiritualidade e responsabilidade social caminham lado a lado.

O papel do Wiitch Plant

Sobre o Wiitch Plant, que nasceu do desejo de criar conexões verdadeiras entre pessoas que acreditam no poder do empreendedorismo com propósito, Camila destaca essa força. A cada edição, o grupo busca dar visibilidade a profissionais e empreendedores que transformam suas áreas de atuação e inspiram outras pessoas através de suas trajetórias. "Participar do Wiitch Plant foi uma experiência transformadora. Além da visibilidade, encontrei pessoas que compartilham valores semelhantes e acreditam na força das conexões genuínas", concluiu.

A Wiitch Plant consolida-se como uma plataforma estratégica de posicionamento, visibilidade e conexão de marcas lideradas por mulheres, promovendo projetos que unem empreendedorismo, comunicação institucional e impacto social.

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