A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado investiga a hipótese de que a empresa Maridt Participações, ligada à família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tenha sido utilizada como mecanismo de lavagem de dinheiro do grupo criminoso vinculado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. A informação foi dada pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), nesta quinta-feira (26).
A CPI aprovou na quarta-feira (25) a convocação dos irmãos do ministro, José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, e a quebra de sigilo da empresa. No entanto, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou que os irmãos não compareçam à CPI, após a defesa alegar que a presença era facultativa por serem investigados.
A comissão busca esclarecer a relação da Maridt Participações com a Reag, gestora de fundos ligada ao Banco Master. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021.
O relator Alessandro Vieira afirmou que a CPI investiga mecanismos de lavagem de dinheiro e infiltração no poder público por parte do grupo criminoso. A apuração abrange corrupção na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e em outros órgãos de fiscalização, com a hipótese de atingir o Poder Judiciário. O ministro Dias Toffoli não é investigado na CPI.



