Ciclovia na Tijuca onde mãe e filho morreram começa a ser construída
Ciclovia na Tijuca onde mãe e filho morreram começa a ser construída

O trecho da Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, onde Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40 anos, e seu filho Francisco Faria Antunes, de 9, morreram atropelados por um ônibus enquanto pedalavam uma bicicleta elétrica, amanheceu com duas cruzes pintadas e um pedido de ciclovia. O acidente ocorreu na altura da Rua Pinto de Figueiredo, após a dupla ter sido fechada por um carro não identificado.

De acordo com o relato do motorista do ônibus à polícia, mãe e filho trafegavam pela faixa da esquerda e caíram na faixa do meio, não sendo possível evitar o atropelamento. O condutor responderá por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca), com perícia no local e análise de imagens de câmeras de segurança, além de oitiva de testemunhas.

O episódio reacende o debate sobre a falta de infraestrutura cicloviária na região. Segundo o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito de 2022, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as vias cicláveis podem ser ciclovias (pista segregada para bicicletas) ou ciclofaixas (parte da pista de rolamento exclusiva para bicicletas). A reportagem do GLOBO já havia destacado, no dia 27, como pedestres, ciclistas e motoristas dividem um espaço confuso na Tijuca, onde a prioridade acaba sendo de quem se arrisca primeiro.

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Em outro acidente recente, dois entregadores colidiram de frente na esquina das ruas Arthur Bernardes e do Catete, após um caminhão estacionado abrir as portas sobre a ciclofaixa, comprometendo a visibilidade. O acidente deixou ferimentos leves e bicicletas danificadas, evidenciando os riscos da falta de segregação adequada para ciclistas.

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