O ciclone extratropical é um fenômeno atmosférico que se forma nas áreas de média e alta latitudes, entre 30° e 60° em ambos os hemisférios. No Brasil, ele é responsável por ventos intensos, chuvas volumosas e queda acentuada de temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
O ciclone extratropical se origina do contraste entre uma massa de ar frio (polar) e uma massa de ar quente. Quando essas massas se deslocam em sentidos opostos, o ar quente, menos denso, sobe sobre o ar frio, gerando um movimento rotativo que forma um sistema de baixa pressão. Esse processo está diretamente associado ao avanço de frentes frias.
Os efeitos do ciclone extratropical incluem ventos que podem variar de fracos a intensos, alta nebulosidade e chuvas. Após sua dissipação, a massa de ar frio domina a região, provocando queda de temperaturas. Em casos mais severos, o fenômeno pode causar alagamentos, enchentes, deslizamentos, quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica e até mortes.
O ciclone extratropical mais recente a atingir o Brasil ocorreu em junho de 2023, afetando os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina com chuvas volumosas, rajadas de vento e grandes enchentes. O fenômeno pode se formar tanto sobre os oceanos quanto sobre o continente, e seu período de formação varia entre 12 e 24 horas.



