A Corregedoria da Brigada Militar (BM) concluiu que dois policiais militares agiram em legítima defesa ao matar Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos, durante um surto psiquiátrico em Porto Alegre. O caso ocorreu em 15 de setembro de 2025, no bairro Santa Fé.
Segundo a BM, a mãe de Herick acionou a polícia relatando que o filho estava agressivo após uso de cocaína. Ao chegarem, os policiais tentaram conter Herick com arma de choque, mas sem efeito. Ele teria avançado contra os agentes, que então dispararam quatro vezes com arma de fogo. Herick foi baleado na cabeça e morreu no local, apesar do socorro do Samu. Toda a ocorrência durou cerca de quatro minutos.
A corregedoria analisou imagens das câmeras corporais dos policiais, depoimentos da mãe e da tia de Herick, e laudos periciais. O exame toxicológico constatou concentração extremamente elevada de cocaína, que, somada à crise de esquizofrenia, resultou em intenso descontrole. A conclusão foi de que os policiais obedeceram às regras de uso diferenciado da força, evoluindo da conversação para instrumento de menor potencial ofensivo e, por fim, força letal diante do risco iminente.
Os dois policiais estavam afastados desde o episódio, mas poderão retornar ao trabalho. O inquérito foi remetido à Justiça Militar e ao Ministério Público. A Polícia Civil também investiga o caso. A mãe de Herick, Evolmara Vargas, afirmou que chamou a polícia para garantir atendimento médico ao filho, não para que ele fosse morto.



