O acordo definitivo para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), está perto de ser finalizado. A Vale, junto com a Samarco e a BHP, negocia com órgãos públicos os termos finais, que preveem um total de R$ 170 bilhões para mitigação do impacto socioambiental, incluindo obrigações passadas e futuras.
O banco Safra considera a atualização sobre os termos gerais como “ligeiramente positiva” para a Vale (VALE3). Segundo o banco, os US$ 956 milhões que serão reconhecidos como provisões no terceiro trimestre representam a melhor avaliação da Vale do valor presente líquido dos danos, com impacto limitado na dívida líquida.
O acordo prevê R$ 38 bilhões já investidos em remediação e compensação, R$ 100 bilhões a serem pagos em 20 anos a governos federal, estaduais e municipais, e R$ 32 bilhões em obrigações da Samarco, incluindo indenizações individuais e recuperação ambiental.
O Safra destaca que, se nenhuma provisão adicional for adicionada no fechamento do acordo, a premissa de valor justo de patrimônio pode aumentar. No entanto, o cronograma de distribuição dos fluxos de caixa ainda não foi definido, o que pode impactar o valor provisionado.
A mineradora afirma que o processo de mediação com o Tribunal Regional Federal da 6ª Região garantiu transparência e legitimidade. O acordo busca resolver todas as controvérsias das ações civis públicas e reparar integralmente os danos socioambientais e socioeconômicos decorrentes da tragédia de 2015, que deixou 19 mortos.



