Cerca de 14 mil pessoas estão na fila do Sistema de Regulação (Sisreg) aguardando avaliação para transtorno do espectro autista no Rio de Janeiro. Além da longa espera pelo diagnóstico, muitas famílias enfrentam dificuldades para garantir tratamento contínuo na rede pública de saúde.
Casos como o de João Paulo, que necessita de acompanhamento multidisciplinar, e Micael, de 7 anos, ilustram a peregrinação por atendimento adequado. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, entre junho e agosto de 2024, mais de 5 mil consultas com neuropediatra não foram realizadas e quase 5,5 mil avaliações multiprofissionais foram negadas.
O vereador Paulo Messina, presidente da comissão especial voltada às políticas para autistas e neurodivergentes na Câmara do Rio, aponta que o número de negativas é alarmante e indica falta de profissionais especializados para atender à demanda. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que as negativas fazem parte do processo de regulação e não alteram a posição do paciente na fila.
O secretário municipal de Saúde reconheceu que a fila para avaliação de autismo ainda é alta, mas disse que a prefeitura ampliou a estrutura de atendimento nos últimos dois anos, passando de um para oito centros. A pasta informou que, na última consulta de João Paulo, foi definida a conduta terapêutica necessária e que ele tem acompanhamento multiprofissional semanal.



