Iphan e PF devolvem peças sacras desaparecidas há 40 anos no Rio
Iphan e PF devolvem peças sacras sumidas há 40 anos no Rio

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Polícia Federal (PF) realizaram a devolução de oito peças sacras que estavam desaparecidas há quatro décadas. As obras retornaram aos acervos das Igrejas de Santa Luzia e de São Francisco de Paula, localizadas no Rio de Janeiro, marcando um importante resgate do patrimônio histórico e religioso da cidade.

Peças recuperadas

As oito peças incluem imagens, objetos litúrgicos e outros itens de valor histórico e artístico. Elas foram subtraídas das igrejas há aproximadamente 40 anos e, após investigações, foram localizadas e recuperadas pela Polícia Federal em parceria com o Iphan. A devolução ocorreu em cerimônia realizada na Igreja de Santa Luzia, no Centro do Rio.

Igreja de Santa Luzia

A Igreja de Santa Luzia, uma das mais antigas do Rio, datada do século XVIII, recebeu de volta peças como uma imagem de Santa Luzia e objetos de prata. A igreja é considerada um marco da arquitetura colonial e abriga um rico acervo sacro.

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Igreja de São Francisco de Paula

Já a Igreja de São Francisco de Paula, também no Centro, teve restituídos itens como cálices e castiçais. Construída no século XIX, a igreja é conhecida por sua fachada neoclássica e por seu interior ricamente decorado.

Ação conjunta

A operação de recuperação envolveu equipes do Iphan e da PF, que atuaram na identificação e localização das peças. Segundo o Iphan, as obras estavam em poder de colecionadores particulares e foram recuperadas após negociações e ações legais. A devolução simboliza a importância da preservação do patrimônio cultural brasileiro.

O livro 'Uma cidade arquitetada na fé', de Tiago Ribeiro, que promove um passeio pela história do Brasil e do Rio de Janeiro por meio de suas igrejas, foi citado durante a cerimônia como forma de destacar a relevância desses templos para a memória da cidade.

Próximos passos

As peças passarão por restauração antes de serem reintegradas ao acervo permanente das igrejas. O Iphan também planeja ações de conscientização para evitar novos furtos e incentivar a denúncia de crimes contra o patrimônio histórico.

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