Zoo de Sapucaia do Sul reabre após surto de botulismo em aves
Zoo de Sapucaia reabre após surto de botulismo

Zoológico de Sapucaia do Sul reabre após surto de botulismo

O Zoológico de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, reabre as portas ao público neste sábado (13), após quase um mês fechado. O fechamento ocorreu em 15 de maio, depois da morte de cisnes. A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) anunciou a reabertura com base em 15 dias consecutivos sem registro de mortes de aves e em avaliações técnicas e laboratoriais que atestaram a segurança sanitária do local para visitantes.

Surto de botulismo

O primeiro caso foi registrado em 13 de maio. Equipes iniciaram o monitoramento e coletaram amostras das aves e da água dos lagos para análise. Ao todo, foram registradas 36 mortes de aves, sendo 22 cisnes-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), 11 cisnes-negros (Cygnus atratus), dois coscorobas (Coscoroba coscoroba) e um pato-do-mato (Cairina moschata). O último óbito ocorreu em 29 de maio.

As análises laboratoriais descartaram a presença de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), Doença de Newcastle e outros agentes virais. Em 9 de junho, o diagnóstico conclusivo apontou botulismo, enfermidade causada pela toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum.

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Segurança para visitantes

Segundo as equipes técnicas, o botulismo não representa risco de transmissão aos visitantes, pois não é uma doença contagiosa por contato com animais ou ambientes. Em humanos, a intoxicação está associada principalmente à ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados.

A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, afirmou: "Todos os protocolos foram seguidos para garantir um ambiente seguro tanto para os visitantes quanto para os animais. Desde o episódio de gripe aviária no ano passado, adotamos uma vigilância proativa, com atenção permanente à saúde dos animais."

Histórico de fechamentos

No ano passado, o Zoo de Sapucaia foi fechado devido a um foco de gripe aviária e só reabriu dois meses depois, em julho. O vírus causou a morte de 168 aves silvestres de 11 espécies.

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