O grito de alerta e o desabamento
A moradora Diele Amaral abriu a janela e gritou para o marido: "Vem para dentro, que é um tornado!". Instantes depois, a casa onde viviam desabou em Giruá, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O fenômeno, confirmado pela Defesa Civil, ocorreu na terça-feira (28) e destruiu três residências na localidade de Rincão dos Ribeiro. Nesta quarta-feira (29), Diele retornou ao que sobrou da propriedade e, em entrevista à RBS TV, detalhou os momentos que antecederam o desabamento.
Áudios de desespero: o pedido de socorro
Após a queda da estrutura, o marido de Diele, Gilço, precisou pedir socorro a vizinhos por meio de mensagens de áudio. As gravações revelam o desespero enquanto tentava retirar a esposa e outros familiares dos escombros. "Pessoal, socorro! Caiu tudo a casa aqui, teve tornado! Alguém que tem força aqui, vem ajudar a tirar a Diele de baixo aqui, a avó está sumida! E o pai está machucado!", disse Gilço nos áudios. A casa desabada era uma das três destruídas; as outras pertenciam à sogra e à bisavó de Diele.
Feridos e resgate: a luta por sobrevivência
O pai da moradora, Neide Amaral, relatou que a idosa — a bisavó — levou cerca de duas horas para ser retirada dos escombros por vizinhos e parentes. "O pessoal veio se reunindo pra tirar [elas] debaixo dos entornos", disse Neide. "Um desespero total. Desespero total", afirmou. As três vítimas foram encaminhadas para hospitais nos municípios de Santo Ângelo e Giruá. Diele já recebeu alta hospitalar, mas a sogra e a bisavó continuavam em atendimento na manhã desta quarta-feira (29). Ao todo, o tornado deixou quatro moradores feridos em Giruá — número que subiu para sete quando consideradas as cidades vizinhas de Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, também atingidas pelo fenômeno.
O rastro de destruição no Noroeste do RS
Além das casas destruídas, o tornado matou animais e causou danos generalizados. A Defesa Civil confirmou a ocorrência do fenômeno e emitiu alertas. Moradores relataram que "parecia coisa de filme". O tornado foi classificado como uma supercélula, fenômeno que gera tempestades severas. Após a passagem do tornado, o Rio Grande do Sul seguiu com avisos vermelhos para temporais com vento e chuva forte, aumentando o risco de novos desastres.



