MPF processa ANM por fraudes e lavagem de ouro de até R$ 18 bilhões
MPF processa ANM por fraudes em ouro na Amazônia

MPF acusa ANM de conivência com garimpo ilegal na Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) por supostas fraudes no regime de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), que teriam permitido a lavagem de ouro ilegal extraído na Amazônia. Segundo a ação, baseada em relatório do Greenpeace e auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), o esquema movimentou até R$ 18 bilhões.

Fiscalização inexistente e critérios frágeis

A ação do MPF aponta que a ANM não possui estrutura para fiscalizar a origem do ouro comercializado, permitindo que ouro de garimpos ilegais em Terras Indígenas e Unidades de Conservação seja registrado como legal. O relatório do Greenpeace revela que o sistema de PLG é usado para dar aparência de legalidade a operações criminosas. “A ANM admitiu a falta de estrutura para controlar a comercialização de ouro”, destacou o MPF em nota.

Impactos ambientais e sociais

A extração ilegal de ouro na Amazônia causa desmatamento, contaminação por mercúrio e conflitos com povos indígenas. O garimpo ilegal avança sobre áreas protegidas, como o Parque Nacional do Rio Novo, no Pará. O MPF pede que a ANM implemente medidas de controle e transparência, sob pena de multa diária.

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