Fé e natureza se encontram na Mata do Convento da Penha, em Vila Velha
Fé e natureza se encontram na Mata do Convento da Penha, em Vila Velha

Milhares de fiéis que visitam o Convento da Penha, em Vila Velha, Espírito Santo, podem contemplar mais de 50 hectares de Mata Atlântica preservada. O santuário abriga espécies como saguis, bichos-preguiça, gambás, esquilos e centenas de aves, formando um refúgio verde em meio à área urbana da Grande Vitória.

Em 2026, a conexão entre fé e meio ambiente ganhou destaque com o tema da Festa da Penha, que homenageia os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, patrono da Ecologia. Para o frei Vanderlei da Silva Neves, a convivência entre animais e visitantes no mesmo espaço traduz um dos principais ensinamentos franciscanos.

O servidor público Régis Filotti, integrante do Clube de Observadores de Aves do Espírito Santo, destaca a importância da mata do convento para a observação de aves. Ele já registrou dezenas de espécies no local, incluindo o raro gavião-pombo, e afirma que a fé e a natureza se misturam naturalmente em suas visitas.

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O professor e engenheiro florestal Luiz Fernando Schettino, admirador de São Francisco, acompanha a diversidade da fauna do convento há mais de duas décadas. Em 2020, ele participou do plantio de mudas na área e desde então voltou outras vezes, sempre com autorização da Congregação Franciscana. Algumas árvores receberam placas com QR Code com informações sobre a espécie.

Além do simbolismo, a mata do convento tem função estratégica como corredor ecológico, junto com áreas do Morro do Moreno, Parque da Fonte Grande e Mestre Álvaro, ajudando a regular o clima na Grande Vitória. A floresta reúne árvores típicas da Mata Atlântica, como jequitibá-rosa, ipê-amarelo, jacarandá e pau-brasil, além de espécies que contribuem para a regeneração natural.

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