Moradores de Ilhota usam casacos e luvas no calor de 34°C para se proteger de infestação de maruim
Moradores de Ilhota usam casacos e luvas no calor de 34°C para se proteger de infestação de maruim

Uma infestação de maruim, tipo de mosquito cuja picada causa irritação e muita coceira na pele, tem transformado a rotina dos moradores de Ilhota, cidade de 17 mil habitantes no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A prefeitura informou, nesta quarta-feira (8), que está adotando medidas para o enfrentamento do problema.

Jaqueline Fischer, moradora da região do Braço do Baú, uma das mais afetadas, relata que precisa usar roupas de frio, mesmo no calor, para se proteger das picadas. Neste mês, a temperatura chegou a bater 34,26°C na cidade, segundo a Epagri/Ciram. Ela afirma que não pode abrir a porta pela manhã e que as crianças não conseguem brincar na rua.

O filho de Jaqueline é alérgico às picadas, que deixam o braço inchado e causam coceira intensa. Outra moradora, Tatiana Reichert, também adota medidas de proteção, como usar calça e blusa comprida ou aplicar repelente e óleo corporal, mantendo as casas sempre fechadas.

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A prefeitura informou que a falta de um produto específico comprovadamente eficaz no combate ao inseto tem dificultado o controle da infestação, que também foi registrada recentemente no município vizinho de Luiz Alves. Em 2024, Luiz Alves chegou a decretar situação de emergência por causa do mosquito.

O professor de ecologia e zoologia Luiz Carlos de Pinha, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explicou que somente as fêmeas picam, como suplemento alimentar para produzir ovos. Ele destacou que as picadas causam ardência e podem transmitir a Febre do Oropouche, doença com sintomas como dor nas articulações e febre, facilmente confundida com a dengue.

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