O desmatamento na Amazônia registrou uma queda expressiva de 37,5% entre agosto de 2025 e maio de 2026, atingindo o menor nível desde 2016. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e mostram que a área sob alerta de desmatamento na floresta amazônica foi a menor para o período em dez anos.
Comparação com ciclos anteriores
No ciclo anterior (agosto de 2024 a maio de 2025), a Amazônia havia registrado 4.000 km² de alertas. Já no período atual, esse número caiu para 2.500 km², uma redução de 37,5%. O resultado representa o melhor desempenho desde o ciclo de 2015-2016, quando o desmatamento foi ainda menor.
Cerrado: redução tímida
No Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro, a queda foi de apenas 8,2% no mesmo período. Os alertas passaram de 6.500 km² para 5.970 km². Apesar da redução, o ritmo de desmatamento ainda preocupa ambientalistas, que cobram medidas mais efetivas para proteger o bioma.
Investimentos em preservação
Os números positivos na Amazônia são atribuídos aos investimentos do governo federal em fiscalização e monitoramento, além de ações de comando e controle. Durante visita à Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), o presidente Lula destacou o compromisso do Brasil em reduzir o desmatamento e criticou os Estados Unidos por tarifarem produtos brasileiros sob pretexto ambiental. Lula afirmou que o país está cumprindo sua parte na agenda climática e que medidas protecionistas não são justificáveis.
Desafios futuros
Apesar do avanço na Amazônia, especialistas alertam que é necessário manter o ritmo de redução para atingir as metas climáticas. No Cerrado, a situação exige atenção redobrada, com ações específicas para conter o avanço do desmatamento ilegal. O governo promete reforçar a fiscalização e ampliar as áreas de conservação nos próximos meses.



