Capobianco rebate alegações dos EUA sobre desmatamento no Brasil
Capobianco: alegações dos EUA sobre desmatamento são improcedentes

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou como 'absolutamente improcedentes' as alegações dos Estados Unidos sobre o desmatamento na Amazônia, que serviram de justificativa para a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. Em declaração nesta terça-feira, Capobianco afirmou que a acusação de que o Brasil exporta madeira de origem ilegal é 'ainda mais falsa'.

Reação do governo brasileiro

As declarações foram feitas durante entrevista coletiva em Brasília, onde o ministro apresentou dados do sistema de monitoramento por satélite que mostram redução de 50% no desmatamento da Amazônia em 2023 em comparação com o ano anterior. Segundo Capobianco, 'o Brasil tem um dos sistemas de controle florestal mais rigorosos do mundo, e qualquer alegação em contrário é desinformação'.

O governo brasileiro enviou nota oficial ao governo americano contestando os argumentos usados para justificar as tarifas. A nota ressalta que o país cumpre integralmente o Acordo de Paris e que as metas climáticas estão sendo atingidas.

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Impacto nas relações bilaterais

As tarifas, anunciadas na semana passada, afetam produtos como aço, alumínio e carne bovina. O Itamaraty já sinalizou que pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso as medidas não sejam revistas. Capobianco destacou que 'o Brasil não aceitará sanções baseadas em informações falsas' e que o país está aberto ao diálogo técnico.

Especialistas em comércio internacional apontam que a disputa pode escalar para uma guerra comercial, afetando as exportações brasileiras que somaram US$ 35 bilhões para os EUA em 2023. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que as tarifas podem gerar prejuízos de até R$ 5 bilhões ao ano.

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