Quatorze boias inteligentes foram instaladas nesta segunda-feira (20) em um braço do Rio Tietê, no município de Sabino (SP), como parte de um projeto-piloto do Governo de São Paulo. Os equipamentos utilizam ondas de ultrassom para reduzir a proliferação de algas e melhorar a balneabilidade da Praia Municipal, um dos principais pontos turísticos da região.
Área de abrangência e tecnologia
O projeto cobre uma área de aproximadamente 960 mil metros quadrados, o equivalente a mais de 130 campos de futebol. As boias foram instaladas no Córrego do Esgotão, trecho que influencia diretamente a qualidade da água da praia. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o sistema funciona por meio da emissão de ondas de ultrassom, que impedem a concentração das algas na superfície da água.
A tecnologia reduz a formação da chamada "nata verde" sem utilizar produtos químicos e sem causar impactos à fauna, à flora ou aos demais organismos aquáticos. "A função das boias é controlar o crescimento das algas. Elas emitem ondas de ultrassom e aí a gente não tem mais a presença das algas, que produzem toxinas e impedem o uso da água", afirmou o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, à TV TEM.
Resultados esperados e acompanhamento
De acordo com Toledo, os primeiros resultados devem ser observados em cerca de 60 dias. "Assim que forem ligadas, o sistema já começa a funcionar e, em cerca de 60 dias, devemos observar os primeiros resultados", disse. Além da instalação das boias, a população poderá acompanhar as condições de balneabilidade da Praia Municipal de Sabino por meio do aplicativo da Cetesb.
O projeto é considerado importante para o turismo local, já que toda a região utiliza as praias de Sabino para lazer. "É muito importante para o turismo, porque toda a região utiliza as praias de Sabino para lazer. O objetivo é recuperar o uso do rio", acrescentou Toledo.



